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sábado, 11 de agosto de 2012

Relembrando as bandas - Dokken

Como o próprio nome já diz,a banda foi idéia de apenas uma pessoa, Donald Dokken, que se lançou no início dos anos 80, com o disco Breaking the Chains. Teve apoio de Juan Croucier (Baixista) que mais tarde viria a integrar o Ratt. Don ficou conhecido no meio musical antes mesmo de gravar seu disco, já que ele fizera os vocais de guia do álbum “Blackout” do Scorpions, em razão de Claus estar adoentado. Antes de se tornar vocalista, ele ainda tentou tocar guitarra e saxofone, mas não obteve grande resultado. 

Don assinou contrato com a Elektra records, que achou melhor que o projeto fosse uma banda, e desta maneira ficaria apenas o nome Dokken. Os integrantes já haviam sido escolhidos: Jeff Pilson (b) George Lynch (g) e Mick Brown (D). 

Em 1984, Lançaram “Tooth And Nail”, que de cara ganhou o público. Canções como “Just got Lucky” e “Into the Fire” embalavam as festinhas americanas. 

Em 85 saiu “Under Lock and Key” e o sucesso triplicou. O Dokken entrava no páreo pela coroa de reis do hard californiano. Neste segundo álbum, encontra-se o hit “It’s not Love” e a incrível “Unchain the Night”. 

O Dokken ia subindo cada vez mais. Turnês se seguiram, a banda era elogiada pela crítica, em principal George Lynch pela técnica e velocidade. Lançado o álbum “Back from the Attack” o Dokken chega ao seu ápice, sendo inclusive indicado para o Grammy Awards. George Lynch caia nas graças da mídia e era aclamado como um Deus da guitarra. Tais exageros inflaram o ego do músico que começou a bater de frente com Don Dokken. 

Na turnê desse álbum saiu “Unleashead in the East”. Gravado ao vivo no Japão, esse disco rendeu ao Dokken a honrosa menção de a mais potente banda de hard ao vivo... superando Motley Crue e Quiet Riot. 

George Lynch resolve sair da banda e montar o Lynch Mob, levando junto o baterista Mick Brown. Jeff Pilson foi trabalhar com Dio. Don Dokken voltou ao seu projeto inicial, seu álbum solo, com o nome de Don Dokken apenas. O resultado é “Up From the Ashes”, junto ao ex- Europe John Norum. O disco dividiu opiniões. O álbum é pesado e técnico, mas muitos diziam que faltava algo... 

Sofrendo pressão da mídia Don e George fazem as pazes, ou melhor... fingem fazer as pazes. Gravam em 94 o acústico “One live night”. A gravadora pede por um novo álbum e eles lançam “Dysfunctional”. Com Jeff e Mick juntos, é claro, o álbum é bem recebido, mas as vendas ficam abaixo do esperado. George resolve tomar a frente da banda. Don deixa o trabalho em suas mãos... 

Um produtor alternativo é contratado. Desde o primeiro contato com a banda, ele deixa bem claro que detesta hard rock e nunca gostou do Dokken, portanto seria tudo reformulado... “Shadowlife” é lançado. O disco é disparado o pior da carreira da banda, com uma sonoridade pobre e suja. O Dokken chega ao fundo do poço. O clima estava tão pesado que Don e George chegaram a sair no braço dentro do estúdio. 

Com isso tudo, George sai novamente e cede o lugar a Reb Beach (ex-Winger). Em 97 eles lançam “Erase the Slate” na intenção de apagar a má impressão deixada pelo seu antecessor. O resultado é positivo, mas a banda acaba sofrendo outra baixa na guitarra. Reb Beach deixa seu posto para retornar ao Winger. John Norum assume e mais tarde eles gravam o disco “Long Way Home”. Canções como “Little girl” e “Under the gun” marcam uma nova fase do Dokken. 

O problema crônico da banda ataca novamente e desta vez deixa sequelas... o guitarrista John Norum deixa a banda, e Jeff Pilson também não continua. Em seus lugares ficam Alex De Rosso e Barry Sparks respectivamente. 

Fonte: letras.com.br 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Relembrando as bandas - Asia


Início da década de 80: novas revoluções no cenário do rock estavam surgindo, o tão aclamado progressivo estava desaparecendo e dando lugar ao chamado Hard Rock Comercial.
Enquanto alguns ícones do Prog estavam se adaptando a nova tendência, outros preferiram se manter fiéis às origens. E entre esses que se adaptavam, surgiu um dos que seriam um dos maiores nomes da fusão do Hard rock com o progressivo: Asia. Com status de super banda, eles debutaram em 82 com o álbum "Asia".
O status de super banda não era em vão. A banda contava com 4 estrelas do rock progressivo. Dois ex-integrantes do Yes: Geoff Downes e Steve Howe, teclado e guitarra, respectivamente. A bateria estava a cargo de ninguém menos que Carl Palmer (E.l.p). No baixo e vocal eles contavam com o não menos requisitado John Wetton, que já passara por diversas bandas, dentre elas King Crimson e Uriah Heep.
O primeiro álbum foi aclamado por quase todos os amantes do Progressivo.
O primeiro álbum foi bem recebido. Um som comercial que tinha um "quê" do chamado rock progressivo. Músicas como "Wildest Dreams" e "Cutting in Fine" deixavam bem expostas as raízes dos integrantes. Mas foi em canções como "Heat of the Moment" e "Only time will Tell" que eles conseguiram o que nunca haviam conseguido em suas carreiras.
O Asia se tornou uma banda popular, emplacou nas rádios e conseguiu fazer muito dinheiro. A gravadora pressionou a banda para fazerem um novo trabalho e em 83 foi editado "Alpha".
O sucessor de Asia não conseguiu nem de longe o êxito do primeiro. Diferente do anterior, "Alpha" era altamente pop e comercial e alguns diziam que a banda se mostrava pouco criativa. O disco decepcionou musicalmente falando e em termos de venda também.
Para não dizermos que tudo estava perdido, o álbum colocou a balada "The smile has left into your eyes" nos charts.
Uma turnê na Ásia foi anunciada, o que na verdade foi só um show. Problemas internos fizeram John Wetton deixar seu posto às vésperas da apresentação. Às pressas, o Asia procurou Greg Lake (E.l.p) para compor a banda. O resultado foi tão catastrófico, que o único registro de Greg com o Asia se resume a este show.
Por pressão da gravadora, resolveram chamar John Wetton para o posto novamente. Todos de acordo, menos Steve Howe, que resolveu abandonar o barco. Para seu lugar convidaram o guitarrista suíço Mandy Meyer, que é conhecido também por ter feito uma turnê com o Krokus.
Em 85, eles lançaram o álbum "Astra", que era superior ao "Alpha", mas não ao álbum de estréia. "Astra" seria um bom disco se eles não tivessem a obrigação da fazer algo no nível do Debut. As canções de "Astra" deixavam a guitarra em segundo plano, brilhando os teclados.
Canções como "Go", "Rock and roll dream" e "Too Late" eram fortes, mas não emplacaram.
Nem a apelativa balada "Voice of America", que chegou às Fms, amenizou a crise. O Asia era apenas uma sombra do que eles demonstraram ser quando apareceram. As vendas do disco não satisfizeram a gravadora e nem a banda, que adiou os planos de uma turnê e se congelou por tempo indeterminado.
No início da década de 90, foi lançada uma coletânea que continha alguns hits e material inédito, mas também não empolgou os fãs que esperavam algo mais interessante do que aquelas músicas típicas de quem quer ganhar as rádios.
Uma turnê foi programada e o guitarrista seria Pat Thrall, que apenas serviria de coadjuvante nos arranjos de Geoff Downes. Eles fizeram um apático show na Rússia que virou home vídeo e mais tarde viraria cd.
Em 1992 ,ao mesmo tempo em que Steve Howe voltava a banda (uma passagem relâmpago), Wetton saia outra vez, desta vez definitivamente.
Para o seu lugar veio John Payne, que tinha um timbre totalmente diferente de Wetton, mas que foi bem aceito perante os fãs. Nesta época também, o guitarrista Al Pitrelli já aparecia junto à banda, época do lançamento de "Aqua".
Em seguida, Carl Palmer cede o posto à Michael Sturgis e a banda lança "Aria", em 1994. Esse álbuns não tiveram destaque e não representaram muito no cenário do rock. São específicos para fãs.
A banda começou a contar com muitos convidados em seus álbuns. Para se ter idéia, de 1994 até hoje, a banda já contou com mais de 15 músicos diferentes, alguns conhecidos do público com Chris Slade e Tony Levin. Nestes anos a banda fez apenas dois trabalhos: "Arena", que é um álbum extremamente progressivo, e "Aura", que é uma nova tentativa de ganhar a mídia.

Fonte: www.whiplash.net