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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Resenha - O natal de Poirot (Agatha Christie)

Editora: Nova Fronteira
Ano: 2009
Páginas: 224

Sinopse:

Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho...

Opinião:


Uma das melhores obras de Agatha Christie que já li. Enquanto todos direcionavam as suspeitas para um determinado grupo de pessoas, eis que Hercule Poirot dá sua cartada de mestre.

Ler as obras dessa autora nos coloca numa atmosfera diferente. Não apenas por terem sido escritas há muitos anos e, logicamente, ambientadas naquela época, mostrando objetos e costumes. Sua maneira simples e direta de escrita é que encanta. Ela não usa as artimanhas atuais influenciadas pela tecnologia, como tanto podemos ver em seriados e livros do gênero policial. A dedução é o método de investigação.

A chave principal desse livro é a utilização das características físicas e de personalidade da vítima para resolução do crime. Em cima delas o detetive pondera sua investigação e dá o veredito final de maneira esplêndida.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Resenha - Cai o pano (Agatha Christie)

Editora: Nova Fronteira
Ano: 2010
Páginas: 217


Sinopse:

Para resolver o último caso de sua carreira, o detetive belga Hercule Poirot volta ao local onde solucionou os primeiros crimes. Neste livro, o último de um ciclo de romances de Agatha Christie, o talento da escritora inglesa junta-se à primorosa tradução de Clarice Lispector.

Opinião:

O grande trunfo dessa obra é o seu desfecho. Como assim? Mas isso é o mínimo que se espera de um livro do gênero policial. Só que esse livro apresenta algo muito surpreendente que, logicamente, não posso citar aqui.

O mestre Hercule Poirot, já enfraquecido pelo passar dos anos, não deixa escapar mais um caso mirabolante. Em cima de cinco casos de assassinatos acontecidos há algum tempo, que para qualquer um pareciam desconexos, o detetive apresenta uma relação. Ele tenta mostrar para seu amigo Hastings que algo ruim está para acontecer, mas não revela grandes fatos.

É aí que Agatha Christie mostra sua genialidade na apresentação da história. A pitada psicológica dos crimes é o ponto forte.