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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Os guitarristas mais influentes


Listas são sempre polêmicas, mas essa daqui eu tive que assinar embaixo, até por que as justificativas são ótimas para colocar tal e tal pessoa na relação!

7 - TONY IOMMI

No documentário “A Headbanger´s Jouney”, ROB ZOMBIE disse que todo riff de metal sobre a face da terra já tinha sido inventado por TONY IOMMI - segundo ele, todos os outros eram variações daqueles primeiros. Nada mais verdadeiro: com a introdução do trítono feita pelo guitarrista inglês ele não só compôs obras de arte como “Black Sabbath” “Symptom Of The Universe (alguns dizem, o primeiro thrash da história”), “como alimentou” MUSTAINE, KERRY KING, HETFIELD - enfim, você toca heavy metal? Então você também.

6- CHUCK BERRY

Nada mais notório - se não fosse por esse cidadão, essa lista nem existiria. Com influências de T-BONE WALKER, MUDDY WATERS e country music, BERRY criou a primeira indústria de riffs clássicos da história, tocando uma versão turbinada do blues de Chicago - chamado de rock n´roll. Colocando sua guitarra à frente do som, transformou-a em um instrumento solista, fundindo sua incendiária postura de palco a riffs da categoria de “Johnny B. Good” e “Sweet Little Sixteen”. KEITH RICHARDS, PETE TOWNSHEND, JOHN LENNON entre muitos outros, beberam direto dessa fonte.

5 - JEFF BECK

No quesito influência, JEFF BECK fez toda a diferença. Nas várias fases de sua carreira, BECK passeou entre o blues, o fusion e o rock rasgado e visceral com igual maestria. Sua técnica de alavanca e controle manual de volume fez a alegria de STEVE VAI, SATRIANI e companhia. Seu incrível controle dos dedos - ele não usa palheta - é influência notória na abordagem que MARK KNOPFLER (que também resgatou isso de gente do calibre de CHET ATKINS). “Blow By Blow”, seu mais notório trabalho, foi elogiado por todo mundo - de BRIAN MAY a FRANK ZAPPA. Precisa mais?

4 - JIMMY PAGE

“Ele compunha, tocava, produzia as músicas- não consigo pensar em outro guitarrista desde LES PAUL que possa reivindicar algo parecido”. Essa afirmação partiu de JOE PERRY ao resenhar sobre JIMMY PAGE para a Rolling Stone (fevereiro de 2012). PAGE se deu ao luxo de fazer todas as experimentações possíveis em estúdio: slides desgovernados, efeitos em camadas, tocar com arco de violino, etc, etc. Além disso, seus riffs mudaram a história da LES PAUL fazendo gente do gabarito de JOE PERRY, SLASH, JOE BONAMASSA forjar o próprio caminho no instrumento.

3 - RITCHIE BLACKMORE

Quando fiquei sabendo que o SLAYER tinha começado tocando covers do DEEP PURPLE quase não acreditei. Essa é a grande característica dos gênios: fornecer a matéria prima para toda “explosão cósmica” que venha depois. BLACKMORE fundiu o blues cru de BUDDY GUY com a técnica clássica, os arpejos, o pensamento modal - tudo o que a gente adora - e construiu um espólio que conta com composições que vão de MALMSTEEN a RANDY RHOADS, de VINNIE MOORE a KIRK HAMMETT. Só.

2 - EDDIE VAN HALEN

Muitos críticos de Rock and Roll não deram bola para “Eruption” no ano de seu lançamento porque acharam que aquilo era um truque de estúdio - tocado por uma máquina ou algo do gênero. Tocando de uma forma quase intuitiva - influenciado fortemente por ERIC CLAPTON - EDDIE subverteu o blues, turbinando-o com tappings, alavancadas radicais e harmônicos artificiais. Contribuiu decisivamente para a criação da ponte Floyd Rose (que todo mundo usa ou usou depois), popularizou o efeito flanger, inventou técnicas de potencialização dos som e eliminação de microfonia e ainda tinha tempo para beber, pegar um monte de mulher e brigar com LEE ROTH nas horas vagas.

1 - JIMI HENDRIX

É provável que daqui a mil anos essa lista continue sendo encabeçada por esse indivíduo. Por quê? Hendrix criou riffs memoráveis( “Highway Chile”, “If Six Was Nine”), colocou a microfonia a seu serviço (“Foxy Lady”), quase quebrou a alavanca no meio (“Star Spangled Banner”- o hino nacional americano!), misturou o rock e o funk (“Crosstown Traffic’), tronou o wah-wah uma marca registrada no rock (“Voodo Child”) fazia solos com ligados, solava com a boca, botou fogo na guitarra - e só viveu vinte e sete anos!!! E morreu há quarenta e dois!!!!


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Relembrando as bandas: Johnny Rivers

Johnny Rivers

Cantor, compositor, guitarrista e produtor norte-americano. Entre suas principais gravações estão "Memphis", "Secret agent man", "Poor side of town" e "Baby I need your lovin".

Ele também fundou sua própria gravadora, a Soul City Records, que lançou artistas como o grupo 5th Dimension.

Durante os anos setenta, Rivers seguiu produzindo mais sucessos de crítica, como "Rockin' pneumonia - Boogie Woogie Flu", "Help me Rhonda" (cover dos Beach Boys) e "Blue suede shoes" (cover de Carl Perkins), mas os álbuns não vendiam tão bem quanto na década de 1960. Seu último sucesso foi "Swayin' to the Music (Slow Dancing)" em 1977.

Embora sua música não venda tanto como nas décadas de 1960 e 1970, Johnny Rivers faz apresentações ao vivo até hoje - entre 50 a 60 concertos por ano. Ele vendeu mais de 25 milhões de discos em toda sua carreira e teve 9 canções no Top 10 da Billboard e 17 entre as 40 melhores.

Rivers emplacou sucessos também no Brasil. Além de "Secret agent man", "Poor side of town" e "Baby I need your lovin'", outras canções ficaram mais populares entre o público brasileiro do que nos Estados Unidos. São os casos de "It´s too ate", "You've lost that lovin' feelin', e "Do you wanna dance?", uma regravação do grupo The Righteous Brothers que não fez sucesso nas paradas norte-americanas e cuja popularidade no Brasil o próprio Johnny Rivers já admitiu estranhar.

Johnny Rivers foi o primeiro artista internacional a tocar na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, nos anos 70. Ele também esteve em São Paulo e fez um concerto gratuito para 60 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em 1998.